sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Enfrentando o Mundo de agulhas em punho



Tenho pouco tempo livre, é verdade. Entre o laboratório, os passeios com a Rusca (que já está melhorzinha, obrigada por perguntarem), as idas (infrequentes, infelizmente!) ao ginásio, os episódios de Lost, manter a casa minimamente habitável e as parcas horas de sono, restam-me muito poucos minutos daquelas 24 horas. Todavia, sinto a despertar em mim a necessidade de os ocupar com algo produtivo. Não é que não goste de estar simplesmente refastelada no sofá a apreciar os detalhes de um tecto que se ergue a quase 2 metros... Sou preguiçosa e ADORO "ter um livro para ler e não o fazer"! Mas apetece-me fazer coisas...

Daí ter relembrado, aqui há meses, o que sei de tricot. É pouco, admito. Resume-se ao ponto de liga e ao de meia. Felizmente, posso combiná-los numa plétora de canelados mais ou menos elásticos, mais ou menos maçudos... Ah! e ainda sei colocar malhas na agulha e rematar o trabalho... (aqui ficam os louvores devidos à minha avó paterna e à minha mãe que me lançaram no mundo louco do tricot!) Afinal, parecia-me que não sabia assim tão pouco. Por isso resolvi reiniciar-me nas lides tricotadeiras, com um projecto magnânimo - fazer uma camisola pour moi même! Quatro meadas de 50 gr. de fio de acrílico multicor - azul, laranja, preto e rosa -, empregues em cerca de 150 malhas com um par de agulhas circulares nº 2,5 depois, aborreci-me profundamente! Fartei-me porque o trabalho não era rápido o suficiente e porque era difícil trabalhar o fio com aquelas agulhas tão finas (as agulhas são 2,5 porque têm 2,5 mm de diâmetro!), apesar de no rótulo das meadas estar bem visível que aquele fio deveria ser trabalhado com agulhas 2,5 a 4. E pronto, tive que me reduzir à minha insignificância e admitir que o meu objectivo era ambicioso demais... Com os meus conhecimentos, a nada mais posso aspirar do que a uns cachecóizinhos para mim e para ofertar a amig@s, em jeito de "olha, fui eu que fiz, especialmente para ti, tem muito mais valor...". Cachecóis, cachecóis, cachecóis... em liga, em meia, em canelado assim:assim, em canelado assim:assado, em canelado assado:assado! Ainda que o Inverno esteja ameno e quase a acabar, os cachecóis são o que destas mãos saem!

Mas não desistirei já: apenas quando ficar comprovado com significância estatística que não dou "uma para o tricot", é que cesso! Até lá, o formato é o da insistência. O que quero é alguém que me dê duas mãozinhas: uma cheia de conselhos e outros a transbordar de entusiasmo! Tenho visitado pesquisado na web e visitado blogues e vejo, que tal como eu, há muita gente a encarar o tricot como uma terapia, por vezes de grupo. Aqui fica o repto: is there anybody out there? Vamos nos sentar na esplanada e trocar umas linhas, umas ideias, umas técnicas, uns conhecimentos, e alguns dedos de conversa? Vamos socializar em torno de um par de agulhas e fios coloridos? Quem sabe se a Paz no Mundo não começa num banco da Doca de Faro a tentar rematar uma cavas para mangas raglan...


----------------
A escutar: Nikka Costa - Happy In The Morning
via FoxyTunes

0 comentários: